Um espelho de tudo o que me vai pela cabeça

segunda-feira, setembro 01, 2003

Segunda-feira. Por definição o dia mais neurótico da semana. É o dia em que o fim-de-semana não passa de uma miragem no calendário. Ou no filofax. Mas hoje, além de segunda-feira, é também dia 1 de Setembro. Para a grande maioria dos habitantes do planeta azul, o ano começa a 1 de Janeiro. Para mim começa hoje. O 1º de Setembro simboliza o regresso às aulas, o fim do Verão. Era nesta altura que comprava os livros, cadernos, lápis, canetas e toda uma panóplia de material escolar, que ao longo do ano se revelaria inútil, mas que me fazia feliz, só de olhar e imaginar tudo o que iria fazer com ela. Linhas e linhas de cadernos para encher com textos escritos numa letra insegura e esforçada, textos que falavam do tudo e do nada que ocupam lugar na cabeça de uma criança. Na minha cabeça. O cheiro das canetas de feltro e do papel dos livros acabados de imprimir, continuam a fazer parte do meu ano novo, que não começa nem com champanhe, nem com passas. Começa com o regresso a casa. Começa com o fim das férias. Mesmo que este ano não tenha tido férias. Mesmo que, para mim, as aulas só comecem em Outubro e para o meu curso só seja necessário um caderno e uma esferográfica. Mesmo assim o meu ano começa hoje. Hoje é o dia de todas as promessas, de todos os planos, de todos os sonhos. Este é o mês em que tudo nasce de novo. Onde eu começo de novo... E não deixo de me sentir rodeada de bouquets de lápis acabados de afiar...

 
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