Um espelho de tudo o que me vai pela cabeça

quinta-feira, junho 23, 2005

É tão bom quando o calor aperta, sentir o refugio fresco, seguro e agridoce de um pensamento. Fechar-me sobre mim e esquecer-me do Mundo, deixar que o Mundo me esqueça. As palavras são ruídos longínquos, amordaçados, que faço questão de ignorar. À minha volta tudo é branco, tudo é nada, tudo é paz. Caminho com destino ao meu ninho dourado, às paredes que me devolvem o cheiro doce da minha vida de antes, dos meus dias cheios de uma certeza que se dilui nas horas e nas noites. Sinto o pó da estrada suja a colar-se na pele suada pelo calor sufocante e o vento refresca os meus cabelos baços.

É uma daquelas músicas doces, tristes, que gosto de ouvir debaix do edredon com cheiro a alfazema, enquanto a chuva cai. Baixo, muito baixinho, como se de uma ladainha se tratasse, trauteio, marcando o ritmo dos meus passos:

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

1 Comments:

Blogger inês ucha said...

Jones do meu coração,
passei aqui para saber como andas.
estas confusiones da vida de grandes moem-nos mas não nos matam.
"no pasaran!" e mais nada.
pasionarias da vida cá temos de continuar a aguentar os nossos muros bem altos para nos proteger de vidas que não queremos enquanto ainda não decidimos bem o que queremos.
tou com saudades tuas.
daqui a 2 semanas acaba-se o meu stress. mas até lá tou oficialmente histérica.
beijos

1:21 da tarde

 

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